O que é repetição espaçada?

Sabia que, se não fizer uma revisão nas primeiras 24 horas depois de sua sessão de estudos, você pode esquecer cerca de 50 a 80% do que estudou?

E depois de 1 mês você só vai estar com, aproximadamente, 3% do que aprendeu!

Com certeza, você não deseja isso, não é mesmo?

Imagina só: tardes e mais tardes de estudos jogadas no lixo por não conhecer a curva do esquecimento e como NÃO escorregar por ela com a repetição espaçada.

E não adianta teimar.

A menos que você tenha familiaridade com o conteúdo que vai estudar, chances são que você está desperdiçando tempo se estudar sem planejar quando serão suas revisões.

Quando digo familiaridade, quero dizer que é um conteúdo que se conecta (de qualquer forma que seja) com alguma coisa que você já sabia.

Isso é importante dizer (mesmo que pareça óbvio), pois, talvez você não acredite nos números que te passei acima por ter estudado algo a 1 mês atrás e ainda estar se lembrando perfeitamente dele sem ter precisado de revisões.

Das duas, uma: ou você usou alguma técnica de memorização (que é uma forma de construir essa conexão de que comentei) ou você já estava conectado ao conteúdo de alguma forma.

Vou focar aqui nos outros casos como, por exemplo, os concurseiros que precisam lidar com várias matérias sem possuir familiaridade alguma.

Por isso, será comentado aqui sobre essa questão de o conteúdo estudado começar a desaparecer da cabeça logo após o termino de uma sessão de estudos e também…

Vamos falar sobre como fazer para que ele permaneça (de preferência criando raízes na memória de longo prazo).

Esse desaparecimento tão rápido se deve ao fato de que nosso cérebro dá preferência para guardar informações que são, de alguma forma, importantes para a nossa sobrevivência.

Justamente, é essa a mensagem que a repetição espaçada vai falar para ele. Dirá ao nosso cérebro que aquilo que estamos estudando é sim, importante.

Para que você não perca o seu tempo… Já vou avisando que repetição espaçada não é nenhuma mágica que vai te fazer memorizar tudo que quiser e na hora que quiser.

Ainda existirá um trabalho da sua parte. E o meu é te explicar como o cérebro faz isso da maneira inteligente e não por força bruta (que é tentar memorizar tudo em uma mesma sessão de estudos).

Antes de continuar preciso de um minutinho da sua atenção para falarmos sobre duas memórias dos seres humanos que são as mais importantes quando o assunto é aprendizado: memória de longo prazo e de trabalho.

MEMÓRIA DE LONGO PRAZO E MEMÓRIA DE TRABALHO

Nos momentos em que olho para trás e me lembro dos tempos em que jogava bola na rua, de meus tempos de colegial ou de quando morava com meus pais eu estou ativando a minha memória de longo prazo, mas…

Quando estou fazendo um curso online ou assistindo a uma palestra, as informações estão, constantemente, sendo jogadas em mim, então, eu preciso processa-las para que elas façam sentido. Já esse processamento, ocorre em minha memória de trabalho.

Sempre que se entra em contato com novas informações, a nossa memória de trabalho entra em ação e, por vezes, queremos que, após ser processado, o conteúdo vá para a memória de longo prazo.

A questão é que mesmo que as informações sejam processadas e o conhecimento gerado, isso não garante que ele estará disponível na memória de longo prazo nos momentos em que forem necessários.

Portanto, ainda que você compreenda o assunto sobre o qual está estudando, isso não garante que irá memoriza-lo.

Compreender é diferente de memorizar.

E não me entenda mal… Compreender te ajuda a memorizar. Eu só estou dizendo que não é garantia de que isso vai acontecer.

Essa transição para a memória de longo prazo é um processo, muitas vezes, demorado.

E essa dificuldade é explicada pelo gráfico do alemão Ebbinghaus chamado de:

Curva do esquecimento

Para entender o porquê das repetições espaçadas serem importantes é preciso que você conheça a curva do esquecimento.

O descobridor disso foi o alemão Hermann Ebbinghaus. Ele descobriu que a informação é exponencialmente esquecida a partir do momento em que se encerra uma sessão de estudos.

Chegou em algo parecido com:

Curva Do Esquecimento

Ele mesmo observou que a acentuação dessa curva depende também de alguns fatores como complexidade do material, sua representação e de fatores fisiológicos como stress e sono.

Idependente do tipo e complexidade do material essa curva pode ficar menos acentuada se for usada alguma técnica mnemônica ou algum sistema de repetição baseado em teste proativo de memória como a repetição espaçada.

Veja no gráfico (imagem acima) a primeira curva (que está em vermelho)… O ponto “A”, nessa mesma curva, representa o ponto em que a pessoa termina sua sessão de estudos.

Repare que no ponto “B”, que já seria o segundo dia, da curva vermelha ela já perdeu entre 50 e 80% do que estudou. É muita coisa perdida!

Observe agora os outros pontos nas outras curvas (pontos “C”, “D” e “E”). Cada ponto desse marca uma revisão feita. O legal é que, a cada revisão, a curva fica menos acentuada.

Para cada revisão feita você terá duas vantagens (três se a gente contar que você não vai precisar começar a estudar a mesma coisa do zero).

Uma é que o conteúdo vai se fixar melhor no cérebro (é óbvio, mas, eu tinha que falar) e outra é que o agendamento para a próxima revisão pode-se ter um adiamento maior e também será gasto menos tempo para rever o conteúdo.

REPETIÇÃO ESPAÇADA

A repetição espaçada é uma técnica de aprendizado que tira proveito do efeito espaçamento.

Esse efeito é causado pela facilidade maior que o cérebro tem em memorizar coisas espaçadamente.

Ele diz que se você tiver que estudar algo, por exemplo, por 5 vezes, então, é altamente recomendável que você espalhe suas tentativas ao longo do tempo (dias, semanas e até meses).

Um erro grande seria utilizar essas 5 vezes em somente um dia ou dois.

Embora esse efeito possa ser explorado em vários contextos como, por exemplo, em marketing (sim, em marketing!), é muito mais comum vê-lo sendo aplicado por estudantes quando estes precisam memorizar uma grande quantidade de coisas.

A ideia de que a repetição espaçada poderia ser utilizada como técnica de aprendizado foi primeiramente proposta em 1930 pelo professor Cecil Alec Mace.

Nessa descoberta de C. A. Mace o mais importante foi relacionado a distribuição correta do período de estudo.

Foi sugerido por ele o espaçamento das revisões aumentando os intervalos gradualmente de um dia para dois, depois quatro, depois oito e por ai vai.

Depois disso ainda tiveram estudos comprovando a eficácia da repecição espaçada e também a criação de sistemas como o Pimsleur Method criado por Paul Pimsleur em 1967 para o estudo de idiomas e também o Leitner System criado por Sebastian Leitner em 1973.

Obviamente, com o advento da tecnologia, logo surgiram softwares aplicando esse conhecimento. Como é o caso do Anki.

Como usar Repetição Espaçada?

Agora que sabe o porquê… Vamos ao como tirar proveito da repetição espaçada.

A ideia é que para cada hora de estudos você separe 10 minutos no próximo dia para a primeira revisão.

Esses 10 minutos são uma média. Pode ser que, para você, seja menos tempo ou mais, mas vai girar em torno disso.

Depois da primeira revisão você deve separar mais duas para os próximos 7 dias. Para ser mais especifico, faça mais uma com 3 e outra no sétimo dia.

A próxima revisão ficaria para 2 semanas. Daí você faz mais uma com 1 mês que vai ser seguida por outra em 3 meses.

A tendência é que o tempo investido nas revisões ficará cada vez menor.

Supondo que você revisou no primeiro e terceiro dias consumindo 10 minutos nessas revisões. Nas próximas, o seu cérebro começará a dizer “Isso de novo!? Acho melhor armazenar essa coisa.“, então, o tempo vai ser cada vez menor.

Provavelmente, em 3 meses você irá se utilizar de 2 a 3 minutos para essa mesma revisão.

Nesse ponto você já vai ter sentido na pele 2 grandes benefícios. Caso seja uma pessoa que vai repetir alguma prova e não se lembra bem do que estudou na primeira vez, então, vai gostar muito deles:

O primeiro grande benefício é que você vai evitar ter de começar a estudar algo do zero, como muitos fazem por ai, quando decidir retomar algum objetivo, como por exemplo, uma certificação, um concurso ou o vestibular.

Como segundo benefício você vai ter o conteúdo enraizado em sua memória de longo prazo para que seja utilizado. E detalhe: no momento em que precisar!

Porque não adianta de nada aprender sobre algo, mas, “ficar na mão” no momento em que precisar do conhecimento. Seriam os famosos “brancos de memória”.

Talvez agora você esteja pensando:

E se eu revisar todos os dias durante 3 meses? Não seria melhor?

Sim, seria.

A questão é que as repetições espaçadas são uma forma de otimizar seu tempo e obter praticamente o mesmo resultado de se revisar a mesma coisa todos os dias.

Eu não tenho tempo para isso

Se você tem o seguinte questionamento:

Alexandre, eu custo a conseguir tempo para estudar! Como vou conseguir revisar!?

Ai eu vou responder que esse é o maior motivo que você tem para adotar as revisões espaçadas.

Qual o custo de estudar por 3 meses ou mais, sem fazer revisões, e na hora da prova não se lembrar do que precisa para responder as questões!?”

Nem precisa pensar para responder: é um prejuízo de, pelo menos, o tempo investido.

Espero que tenha se convencido de que é importante conseguir tempo para fazer essas repetições.

Continue lendo o artigo que eu vou lhe dar umas dicas de como fazer revisões eficientes, beleza?

SISTEMAS DE REPETIÇÕES ESPAÇADAS

Para quem aceita que repetição espaçada é uma das melhores formas de cravar o conteúdo na memória esse aqui é o tópico mais interessante do artigo.

Vou explicar o porquê:

Existem duas coisas difíceis em se aplicar a repetição espaçada.

Uma é que é preciso aceitar que revisões são um investimento e não uma perca de tempo e…

Eu espero já ter lhe convencido disso 🙂

Segundo (e o motivo desse tópico) é fazer o agendamento das revisões e, principalmente, lembrar do que foi agendado. Bem complicado, não é mesmo?

Para isso você pode usar sistemas de repetição espaçada.

E quando digo “sistemas”, não falo somente de software. Está incluído aqui também o Sistema Leitner que é um sistema manual.

Eles vão descomplicar um pouco para você agora.

Essa descomplicação pode ser obtida, por exemplo, através do Anki. Ele é um aplicativo que faz o uso forte, dentre outras coisas, da repetição espaçada.

Inclusive já falei dele em um artigo passado.

Só não foi comentado que com o Anki você pode ir além da automatização dos flashcards.

É possível utilizar ele para cada uma das técnicas de revisão que mostrai daqui a pouco como, por exemplo, os mapas mentais.

Uma observação aqui é que vou mostrar como fazer isso com o Anki, mas, pode ser feito também com os flahscards de papel utilizando o Sistema Leitner que já falamos.

Utilizando o Anki para automatizar revisões

A parte técnica do Anki (instalação e utilização) é bem simples e você pode obter todos os detalhes no artigo que eu já escrevi sobre ele.

Se você ainda não conhece o Anki, por ora, só é importante que você entenda que o Anki é uma espécie de flashcard virtual.

Caso você queira revisar, por exemplo, um mapa mental com o Anki você vai fazer o seguinte:

Na hora de configurar a frente do cartão você inclui, simplesmente, sobre o que é esse mapa mental.

Já no verso você vai incluir a imagem desse mapa. Caso tenha feito o mapa com algum software, você pode exporta-lo ou tirar um print. Se tiver sido feito a mão (é o que recomendo para os estudos), então, tire uma foto.

#7 DICAS PARA DEIXAR SUAS REVISÕES MAIS PRODUTIVAS

Para aqueles que ainda estão preocupados com o tempo que irão gastar (ou melhor, investir) nas revisões eu quero acender aqui uma luz.

Além de utilizar um sistema de repetição espaçada você ainda pode deixar cada repetição mais eficiente.

Existem coisas que eu faço e que você pode fazer também para conseguir isso.

O foco aqui são as revisões, mas, você vai reparar que algumas das técnicas poderão ser utilizadas tanto em revisões como no primeiro contato que você tiver com o conteúdo.

Dica #1: Mapas Mentais

Essa é uma das técnicas mais eficientes. Inclusive esse foi o assunto do meu artigo anterior.

Não sei como os mapas mentais foram apresentados para você, mas, eu não estou falando daqueles mapas cheios de frases dentro de círculos.

Os mapas mentais que utilizo e que são comprovadamente eficazes são os mapas que fazem o uso de:

  • associações;
  • imagens (e/ou desenhos);
  • palavras-chave;
  • e cores.

O mapa mental que contém todos esses elementos é, com certeza, mais eficiente, pois, tende a agradar muito mais o nosso cérebro.

Com eles é possível comprimir uma grande quantidade de informação em somente uma folha. Isso porque os mapas mentais dão enfase ao que realmente importa e deve ser relevado na hora de fazer anotações.

Você já deve imaginar o quanto isso vai lhe ajudar nas suas revisões, não é mesmo?

Imagine investir 3 horas estudando e criar um mapa mental disso. Pela nossa estimativa você vai precisar de 30 minutos do próximo dia para fazer a revisão de somente 1 folha e isso é mais que suficiente.

Dica #2: Flashcards

Os flashcards são uma ótima forma de otimizar o tempo de estudos. Principalmente se utilizados juntamente com a repetição espaçada.

Para isso você pode fazer o uso do Sistema Leitner criado por Sebastian Leitner que comentamos no começo.

Ele consiste em agrupar os flashcards em categorias como, por exemplo:

  • pouca dificuldade;
  • média;
  • e grande dificuldade;

Dessa forma você poderá focar no que trará mais resultado para você que são os cartões em que tem grande dificuldade.

Eu cheguei a publicar um artigo a um tempo atrás mostrando como você pode otimizar as revisões com flashcards.

Caso prefira tecnologia, pode utilizar tranquilamente o Anki.

Dica #3: Testes e exercícios

Se você não estuda se testando, então, muito provavelmente está jogando parte do seu tempo na lata de lixo!

Testes e exercícios foram considerados uma das melhores técnicas de estudo mesmo sendo utilizadas de forma isolada.

Inclusive, houve um estudo feito sobre técnicas de estudo mais comuns utilizadas por estudantes e os resultados que cada uma trouxe. É interessante que você dê uma olhada nele.

Lembrando que esse foi um estudo feito para avaliar cada técnica de forma isolada, ou seja, você pode fazer, por exemplo, resumos lineares com desenhos, mas isso não foi considerado.

É perfeitamente possível, mas, não é necessário que você coloque somente exercícios em suas revisões.

Um exemplo seria o caso de resumir o conteúdo com mapas mentais e procurar exercícios sobre ele. Com isso, nas revisões, você pode intercalar (na primeira revisão você usa o mapa mental e na segunda os exercícios).

Atente-se que isso não te isenta de utilizar os exercícios na própria sessão de estudos onde o conteúdo é visto pela primeira vez, blz?

Dica #4: Explique o que aprendeu

Esse é uma técnica que eu uso muito para o estudo, mas por que não utiliza-la nas revisões?

Imagine no caso de estar na fila de um banco, dentro do táxi ou ônibus, esperando uma consulta médica…

Nesses casos o legal seria você levar um material para revisões, mas se tiver esquecido, você pode revisar o conteúdo explicando ele para vocẽ mesmo.

Não precisa ser em voz alta. Pode ser somente para você.

Melhor ainda se tiver papel e caneta para anotar o que for lembrando.

Como falei, é melhor que você tenha o material sempre com você, mas…

Não subestime essa técnica. Ela é muito simples, ao mesmo tempo, muito poderosa e vai te ajudar a manter o conteúdo cravado em sua memória.

Dica #5: Técnica da revisão objetiva

A técnica da revisão objetiva consiste em fazer um resumo que começa antes de se saber exatamente o que será estudado.

Acho que ficou confuso, não é? Espere um pouco que vai ficar claro para você.

A ideia é que você tenha claro qual será o objetivo do resumo. Existe uma espécie de planejamento para utilização dessa técnica.

Como primeiro passo você deve colocar no seu consciente qual o objetivo do resumo. Exemplos:

  • Apresentação;
  • Concurso;
  • Vestibular;
  • Certificação;

O proximo passo seria identificar o que pode entrar no seu resumo. Para isso você vai marcar, no material de estudos (grifando, por exemplo), o que é relevante.

Depois que terminar os estudos você olha para os itens destacados, começa a pensar sobre o que é mais importante e escolhe o que vai ou não incluir.

Por último escreva.

Pegue uma folha e faça blocos pequenos de anotações sobre o que é mais importante.

Claro, isso vai exigir de você um trabalho crítico sobre o que incluir no resumo. E essa é uma coisa boa, pois, vai te ajudar a assimilar melhor o conteúdo.

Vai depender da complexidade do material, mas, a meta de folhas a serem usadas é, somente, uma. Sim, 1 folha também. Parecido com os mapas mentais.

É como fazer uma cola para prova só que, nesse caso, você vai usar para revisões.

Não descarte os desenhos. Imagens são ótimas para criar memórias duradouras.

Uma imagem vale mais que mil palavras!

Dica #6: Rapid Serial Visual Presentation (RSVP)

Você quer triplicar sua velocidade de leitura sem muito esforço?

Se respondeu que sim, então, basta utilizar essa técnica.

Esse é um aplicativo que te ausenta de ficar “saltando” o olho pelo texto. Ele te mostra uma palavra por vez e posiciona ela sempre centralizada para você.

Dessa forma você evita: distrações, regressões de leitura e o salto dos olhos.

Assim é possível que entre uma semana e um mês você já triplique sua velocidade de leitura.

Claro, que dependeria da frequência com que lê, pois, esse aplicativo não faz mágica e, por isso, ainda será necessário treino, mesmo que por menos tempo que o normal.

Essa é uma técnica que você vai poder aplicar em conteúdos digitais. Um artigo na web (como esse aqui), um arquivo PDF ou o texto puro (aqueles arquivos com extensão TXT).

Isso porque você vai precisar de um plugin para utiliza-la. Eu uso o plugin do Chrome chamado Spreed – speed read the web e tem um outro que, também é muito bom, chamado Spritz.

No smartphone, como uso android, então eu instalei um que se chama fast reader.

Para iOS, pelo que pesquisei, tem o ReadQuick – Speed Reader que dizem ser o melhor (pago) e o Acceleread Speed Reading Trainer com boas referências também (gratuito).

O objetivo das revisões com RSVP é criar um resumo linear e, para acelerar a leitura e diminuir o tempo de revisão, você usa o aplicativo.

Qualquer dúvida pode deixar um comentário que eu tendo ajudar, tudo bem?

Dica #7: Utilizando áudios e vídeos

Quanto a áudios e vídeos produzidos por outras pessoas… Se você acompanha os artigos do blog já sabe que é possível economizar muito tempo com eles.

Basta com que você, simplesmente, acelere a velocidade com que o áudio ou vídeo é tocado para você.

Isso vai te permitir economizar 50% ou mais do tempo total do áudio ou vídeo.

Dependendo da densidade do conteúdo, ou seja, se o conteúdo ainda é complexo para você, então, talvez você não acelere ele na primeira vez que vê-lo, mas…

Como estamos falando de revisão, então, quer dizer que já está familiarizado com o conteúdo e pode acelera-lo em 2x ou mais a velocidade normal.

Uma outra sacada que quero passar é sobre você mesmo criar esses áudios (e vídeos também, por que não?).

O plano seria você criar um resumo sobre o conteúdo estudado com o gravador do seu celular.

Daí você vai organizando esses áudios em pastas separadas por temas de estudos para ouvi-los em momento oportuno.

Lembrando que os áudios criados por você também poderão ser acelerados (use o VLC Media Player para isso) para que você economize tempo com eles também.

Quero chamar sua atenção para uma coisa e vou abrir um parenteses aqui…

Uma das melhores técnicas de estudos são os exercícios físicos!

O exercício é uma das melhores coisas que você pode fazer para agradar seu cérebro e com isso performar melhor nos estudos.

Com certeza ainda vou falar sobre isso com mais detalhes em breve, mas por ora vou fechar esses parenteses e continuar dizendo que…

Aconselho você que grave seus áudios (ou pegue áudios de terceiros) e use o tempo em que faz exercícios para ouvi-los.

Sou contra multi-tarefas, mas como exercícios são movimentos repetitivos, então, considero uma boa prática ouvir áudios enquanto se exercita.

APRENDIZADO DE IDIOMAS

A repetição espaçada é uma técnica tão utilizada no aprendizado de idiomas que resolvi incluir esse tópico aqui para falar sobre.

Como comentei no inicio, a repetição espaçada já é utilizada por escolas de idiomas desde 1967 quando Paul Pimsleur criou o Pimsleur Method.

Algumas escolas de idiomas vão te incentivar a usa-la sem nem mesmo conhecer que é uma técnica muito estudada por cientistas cognitivos.

Tomando como exemplo o Pimsleur Method o espaçamento ideal seria você espaçar as revisões em: 5 segundos, 25 segundos, 2 minutos, 10 minutos, 1 hora, 5 horas, 1 dia, 5 dia, 25 dias, 4 meses e 2 anos.

Claro, o próprio método admite que esses intervalos iniciais não são seguidos a risca. Eles são um guia para quem usa o método.

Acredito na ideia desse método, mas, não utilizo os intervalos dessa forma. Eu procuro, simplesmente rever, as palavras que aprendi durante o dia, na parte da noite e as próximas revisões eu agendo com o Anki.

Se você esta estudando idiomas a repetição espaçada é uma ótima aliada.

DICA BÔNUS! USE DIFERENTES TÉCNICAS EM SEUS MATERIAIS DE REVISÃO

Você pode dar uma turbinada no material que você cria para revisões misturando diferentes técnicas.

Exemplos:

  • Faça um áudio dos seus resumos em texto;
  • Use muitas imagens e desenhos em seus resumos lineares;
  • Grave um vídeo explicando para você mesmo o conteúdo;
  • Coloque os exercícios em áudio. Deixe um pequeno intervalo entre a pergunta e resposta para que dê tempo de fazer a pausa e então tentar responde-los;
  • Gamifique os flashcards. Chame alguém para disputar com você quem acerta mais.

Use a imaginação para criar sua própria maneira de estudar e abuse das técnicas que você forem mais divertidas para você.

Isso vai aumentar seu interesse e quanto maior seu interesse mais fácil será para que você memorize o conteúdo.

CONCLUSÃO

Espero que tenha entendido a importância da repetição espaçada e, principalmente, que use essa técnica para não jogar seu tempo fora.

Falamos sobre algumas técnicas que você pode utilizar para otimizar suas revisões com na repetição espaçada:

Vimos a importância da técnica para o aprendizado de idiomas e, no final, ainda teve um bônus que lhe dei na intensão de mostrar que você pode deixar suas revisões mais eficientes e divertidas utilizando do seu próprio jeito. 🙂

Aplique os conceitos desse artigo aqui, pois, tenho certeza que serão úteis pra você.

Abraço,

Alexandre Afonso

Fontes

  • Rafael

    Alexandre Afonso, Parabéns pelo post e pelo excelente site!

    Sempre tive uma dúvida sobre esse assunto da repetição espaçada.
    Tem um número de repetições limite? Ou seja, a partir daquela revisão o conteúdo estará na sua memória de longo prazo?

    Um abraço.

    • @disqus_YfRWAku3dy:disqus, que bacana que gostou!

      Infelizmente, não existe um número exato de repetições. Isso varia muito de pessoa para pessoa e de quão intenso foi o processo de estudo antes de começar as repetições.

      O que a gente tem que fazer é ir se testando. Tipo sempre nas repetições você testa sua memória antes de conferir a resposta. Quando estiver tranquilo em responder cada questão, então é porque já está enraizando na memória de longo prazo.

      Abraço!