Como os Mapas Mentais funcionam

A técnica de mapas mentais foi, sem dúvida, umas das melhores técnicas de estudo que aprendi.

Na primeira vez que vi um mapa mental não tive vontade alguma de aplicar.

Fui me interessar por eles quando descobri que os mapas mentais são uma forma de colocar as informações no papel do mesmo jeito que o cérebro as organiza. Só que…

Mesmo assim não foi instantânea minha adoção. Tive que quebrar algumas crenças e mitos até aceitar utilizar mapas mentais da forma como utilizo hoje.

Talvez você pense, como eu pensava, que as cores e desenhos necessários em um bom mapa mental são perca de tempo. Não é bem assim e vamos falar sobre isso ainda.

E se você ainda acha que mapas mentais são frases dentro de balõezinhos ligados uns aos outros, então, irá se surpreender com esse artigo.

Tenho certeza que se utilizar os mapas mentais, no formato que vou explicar aqui, você será capaz de aprender muito mais rápido!

Gostou do assunto?

Vamos lá então:

O QUE SÃO MAPAS MENTAIS?

Caso nunca tenha visto um mapa mental antes…

Vou mostrar para você o exato mapa que fiz antes de escrever esse artigo. Veja:

Meu mapa mental exibido no artigo sobre mapas mentais

Não precisa ficar bonito tem que ser eficiente!

Sim… Ele está todo esquisito cheio de rabiscos e rasuras, mas…

Fiz questão de não edita-lo e mostrar para você a forma como eu uso os mapas mentais.

Nesse caso específico, eu não me preocupei com estética porque esse era para ser um mapa mental somente pra mim.

Inclusive essa é uma coisa que te aconselho ter em mente: os bons mapas mentais (na verdade, os melhores) são aqueles que você cria com todo o necessário para que VOCÊ os entenda depois.

Não precisa ficar mostrando os seus mapas para todo mundo. Eles são pessoais.

Só vai ser necessário se preocupar demasiadamente com a estética caso seja preciso fazer uma apresentação no trabalho para um cliente, uma palestra, ou seja, algo mais formal.

Respondendo agora a pergunta (o que são eles?):

Os mapas mentais são uma forma de anotação utilizada para armazenar, organizar e hierarquizar informações de maneira que seja fácil para que nosso cérebro processe e memorize.

Para isso ele utiliza componentes como palavras-chaves, cores e desenhos que fazem com que seja mais fácil lembrar e associar um item anotado com uma nova ideia.

Tudo o que você precisa para criar uma mapa mental é de uma folha de papel em branco (se possível, sem pautas), caneta, lápis coloridos, cérebro e imaginação!

Logo logo, vou mostrar para você, em detalhes, o passo-a-passo de como fazer um mapa mental.

Por ora, saiba que até as coisas chatas de se estudar ficaram mais suportáveis com os mapas mentais, pois, você perceberá o progresso nos estudos.

O sentimento de incômodo responsável pelo nascimento dos mapas mentais

O criador do mapas mentais, na forma como vou apresentar aqui, é o Tony Buzan. Um inglês que se sentiu incomodado por não conseguir se lembrar das notas que ele tomava em suas aulas.

Ele sentia que quanto mais anotava, mais sua memória piorava. Até que ele começou a, ainda nas anotações lineares, sublinhar as ideias-chave e colocar o que era importante em quadrículas, então, sua memória começou a melhorar.

Até aqui nada demais. Provavelmente você já deve ter feito isso também, não é mesmo?

As coisas começaram a tomar a forma que possuem hoje quando ele conheceu os sistemas gregos de memorização que se baseavam em imaginação e associação.

A luz veio quando ele viu que as suas anotações não possuíam nada disso.

Buzan começou a buscar uma forma de anotações que permitisse a ele incluir esses tais elementos de imaginação e associação que dessem a liberdade de pensar da maneira como os seres humanos naturalmente o fazem.

Foi ai que ele encontrou uma ferramenta que o permitia transferir, as informações que estavam em sua mente, para uma folha de papel de um jeito que fosse completamente natural.

Dessa forma nasceram os mapas mentais tendo grande repercussão e atraindo até mesmo a atenção da British Broadcasting Corporation (BBC), que ouviu falar dos bons resultados dessa ferramenta com crianças, para a realização de uma série televisiva.

QUALQUER SEMELHANÇA COM NOSSA MENTE NÃO É MERA COINCIDÊNCIA

Apesar das técnicas de memorização gregas já possuírem vários e vários anos, coisas como imaginar e associar são pouco presentes no dia-a-dia do estudante.

Elas funcionam bem porque se adaptam a forma como nosso cérebro trabalha: basicamente, através de associações e conexões.

Se você é um assinante mais antigo do blog muito provavelmente eu já lhe enviei um artigo sobre essas técnicas de memorização.

Caso você queira aprender mais sobre essas técnicas de memorização inventadas pelos gregos, então, você pode acessar o artigo que eu escrevi aqui no blog sobre o palácio da memória.

Como funciona nosso cérebro

Existem ainda muitos mistérios que cercam essa que é a parte mais complexa do corpo humano: o cérebro.

Mas as pesquisas não param e 90% do que conhecemos hoje sobre ele foi descoberto nos últimos 30 anos.

Por ora e que interessa para o aprendizado, é saber que ele tem algumas funções:

  • Receptar a informação através de nossos sentidos;
  • Armazenar e recuperar a informação receptada;
  • Analizar a informação para o reconhecimento de padrões que ajudam na organização;
  • Controlar o modo como gerenciamos as informações;
  • Expressar as informações através de pensamentos, fala, etc..

E o mapa mental, da forma como vou apresentar para você, vai ajudar seu cérebro em cada uma dessas funções.

Pensamento Radiante

Para que você entenda o que são mapas mentais, através da leitura desse artigo, é necessário que corra pelo artigo linearmente lendo linha por linha, mas, NÃO é dessa forma que o cérebro trabalha e…

Você vai entender ainda melhor, sobre a eficiência dos mapas mentais, se souber como o cérebro processa e recupera informações.

Ele pensa em várias direções ao mesmo tempo. Direções essas que se iniciam em ativadores como imagens-chave ou palavras-chave.

Esse processo seguido pelo cérebro onde os pensamentos de irradiam de dentro para fora como se fossem ondas de rádio é chamado pelo criador dos mapas mentais, o Tony Buzan, de Pensamento Radiante.

Associação e imaginação

O conceito de Pensamento Radiante parte do princípio de que o cérebro tem uma capacidade, praticamente infinita, de criar conexões.

Veja o exemplo:

Se eu te disser que com mapas mentais você vai conseguir aprender muito mais rápido do que aprende hoje, então, eu não preciso falar mais nada, mas, a sua mente já vai associar coisas…

Desde:

Nossa! Agora vai ficar mais fácil de passar no próximo concurso que irei fazer.

E, a partir desse pensamento, você já iria imaginando como seria sua vida depois que sua meta fosse alcançada, todas as vantagens que você iria conseguir e por ai vai.

Até coisas como:

Humm… Sei não, em? Será que é verdade mesmo!?

O bacana disso é que as associações são feitas de forma instantânea. Independente se você é homem ou mulher, velho ou criança.

Olha só que legal também:

Um mapa mental é a representação, em papel (ou em um software), do Pensamento Radiante. Ou seja, um mapa mental facilita o trabalho para o cérebro ao seguir um processo parecido com o que ele usa.

Tem mais um exercício que aprendi em um dos primeiros livros que li sobre mapas mentais que achei bacana e quero fazer aqui com você…

Após ler a palavra que vou colocar aqui, mantenha os olhos fechados por 30 segundos pensando na palavra. A palavra é: FRUTA.

Nesses 30 segundos… O que aconteceu? Foi impressa, letra por letra, a palavra FRUTA em sua mente?

Chances são que sua mente fez uma pequena viagem em torno do significado que essa palavra tem para você.

Provavelmente você se lembrou da última fruta que comeu, daquela que é a sua preferida, pensou sobre o fato de frutas serem saudáveis ou até mesmo que está com fome agora.

Chutei sobre coisas que você pode ter pensado e não sei se acertei, mas, sei que você não ficou pensando, simplesmente, nas letras que formam a palavra “f + r + u + t + a”.

Essa palavra funcionou como um ativador para que se desse início as infinitas conexões que podem ser feitas com o significado que ela tem para você.

ÊNFASE NO QUE REALMENTE IMPORTA

Pense ai na última coisa que você teve que explicar para alguém.

Para que a pessoa entendesse o que você quis transmitir, com certeza, foram utilizadas várias palavras que não fazem parte da essência da informação passada, não é mesmo?

Para exemplificar melhor o que estou falando, pense naqueles momentos em que alguém lhe explicou algo que você entendeu, mas, quando foi tentar explicar para outra pessoa não conseguiu faze-lo da melhor maneira.

Isso acontece muito comigo quando ouço uma piada que gosto e tento conta-la para outra pessoa. Quase sempre é um desastre 😕

O que acontece é que a essência foi captada, mas, ainda não se teve preparação o suficiente (ou não se aprendeu o suficiente) para repassar a mensagem.

Ou seja, temos que fazer toda uma preparação no momento de ensinar sobre algo para só então dizermos o que realmente importa.

Note que, nesse exato momento, isso está acontecendo 🙂

O prejuízo disso é que demoramos mais tempo para passar a informação que desejamos entregar para as pessoas.

A grande maioria das palavras que estou usando aqui para lhe falar o que são mapas mentais serão esquecidas a médio/longo prazo, pois, não fazem parte da essência do que é um mapa mental.

Acho essa questão muito importante quando se aprende sobre mapas mentais, pois, é justamente isso que um mapa mental entrega para quem o faz: a essência daquilo que realmente importa.

OS PROBLEMAS DAS ANOTAÇÕES LINEARES

Não me lembro, em meu tempo de colegial ou faculdade, de ser ensinado sobre como tomar notas das coisas. Você foi?

A instrução foi sempre: estude o material e faça um resumo. Daí o que acontecia era a produção de anotações lineares. Não tinha outro jeito 🙁

O primeiro problema das anotações lineares é que você pode entrar em modo automático.

Não sei você, mas, já me peguei várias vezes em que, no final de um trecho anotado linearmente, não me lembrava, nem mesmo, do que dizia a última frase que eu havia anotado.

Eu poderia estar anotando e aprendendo ao mesmo tempo, mas, como na maioria das vezes eu entrava nesse modo automático, então, esse tempo de anotar era pouco aproveitado.

Existem algumas técnicas de anotações, como o sistema de anotações cornel notes, que apesar de se parecerem com as lineares tradicionais, nos ajudam a sair desse modo automático e…

Sair do automático e raciocinar nos ajuda na criação de anotações mais concisas e a aprender melhor por já termos que ficar conscientes para aquilo que estamos anotando.

Um outro problema é a quantidade de coisas que precisarmos anotar até conseguirmos chegar ao ponto.

90% das anotações feitas (de forma linear) são inúteis para o cérebro. O motivo disso é a necessidade de se utilizar muitas palavras até que se consiga explicar o que se deseja.

Sem contar que, na hora de revisar, vai ser também necessário reler 90% de coisas inúteis.

O pior é que, fazendo anotações com tanta coisa desnecessária, aquelas palavras-chave, que vão realmente ativar seu cérebro, ficam escondidas e longe umas das outras prejudicando as associações.

A contrapartida de um Mapa Mental

Um mapa mental já começa com a ideia central bem destacada no centro da anotação e as ligações entre ideias-chave são facilmente reconhecidas.

Nele você anota somente o necessário para ativar seu pensamento e…

Para que seja possível anotar somente aquilo que importa e que vai ativar sua mente você será meio que obrigado a se manter presente para as anotações que está fazendo, ou seja…

Você terá que raciocinar para fazer isso e, obviamente, já vai te ajudar a absorver melhor o conteúdo.

É possível de acrescentar alguma ideia, inicialmente esquecida, em qualquer ponto da anotação. Para isto basta criar mais uma ramificação.

Sem contar que as revisões ficaram super rápidas por ter que lidar somente com a informação necessária para resgatar o que foi aprendido.

REPETIÇÕES ESPAÇADAS

Em 1885 o alemão Hermann Ebbinghaus descobriu que as repetições espaçadas no tempo são a melhor forma de guardar um conteúdo na memória de longo prazo.

A ideia é que você, caso tenha estudado hoje, separe um tempo amanhã para fazer uma revisão, e depois, dessa primeira revisão, você faria mais uma em, por exemplo, uma semana, outra em um mês e por ai vai.

Não existe um tempo exato entre uma revisão e outra. Isso vai depender de pessoa para pessoa e de conteúdo para conteúdo. Por esse motivo, recomendo que você automatize isso com a ajuda de software.

Recomendo que use o Anki. Basta que você crie cartões que na frente tenham o nome do mapa mental e no verso uma imagem do mesmo.

Caso você tenha feito ele a mão, então, pode tirar uma foto mesmo.

Dessa forma o Anki vai gerenciar o agendamento das suas repetições.

E o que isso tem a ver com mapas mentais?

Bem… Já que com um mapa mental você coloca ênfase no que importa, então, suas revisões ficam muitos mais eficientes. Vai ser preciso muito menos tempo para realiza-las.

Com um mapa mental você consegue fazer um resumo de um livro inteiro em uma única folha. Imagina só revisar um livro inteiro tendo que focar em somente uma folha. É muito bom!

Agora que você sabe disso, basta você unir as repetições espaçadas com a eficiência de se rever um conteúdo anotado com mapas mentais para que seu cérebro entenda (de vez) que a informação deve permanecer na memória de longo prazo.

ONDE VOCÊ PODE UTILIZAR MAPAS MENTAIS

Em tudo!

Gosto deles principalmente para o aprendizado, criar apresentações, planejamento de atividades, mas, existe uma infinidades de aplicações para mapas mentais.

Na visão macro, você pode utiliza-los para:

  • Aprendizado;
  • Planejamento;
  • Criatividade;

Utilizando mapas mentais para aprender

Dá para aprender sobre matemática, português, idiomas, direito e muitas outras coisas.

Estudantes se beneficiam muito com essa técnica, pois, podem colocar tudo o que precisam saber para a fazer provas em somente uma folha.

Caso o conteúdo seja muito extenso, como em, por exemplo, concursos públicos ou certificações, obviamente, você não vai conseguir coloca-lo em somente uma folha, mas, com certeza, é melhor do que continuar com o tradicional e…

Como já conversamos, a revisão fica muito mais eficiente.

Ainda tem o lado de quem ensina. Os professores podem, sem dúvidas, usar os mapas mentais tanto para planejar as aulas quanto utilizar-lo, como se fosse um power point, na própria aula.

Planejando com Mapas Mentais

Você pode utilizar os mapas mentais para concentrar toda a informação do seu projeto em uma única folha.

Poderiam ser feitos mapas mentais com as visões de longo, médio e curto prazos.

É fácil e eficiente ter, por exemplo, o seu planejamento anual, mensal e diário no formato de um mapa mental.

Inclusive essa é a ferramenta preferida do Ricardo Vargas, um gerente de projetos conhecido e reconhecido em todo o Brasil e mundo, para gerenciar seus projetos.

Criatividade despertada pelos Mapas Mentais

Nos momentos em que uma a ideia ainda não está clara para você, os mapas mentais podem lhe ajudar juntamente com o Pensamento Radiante.

Basta incluir os primeiros ramos e deixar com que o Pensamento Radiante faça o resto.

COMO FAZER MAPAS MENTAIS EM #5 PASSOS

O criador dos mapas mentais descreve, em seus livros, sobre algumas regras e passos a se seguir para a criação de bons mapas mentais que trazem todos os benefícios de que comentamos até aqui.

Não essencial, mas, é muito recomendável que você use os elementos de que iremos falar, pois, é a combinação deles que tornará possível tirar proveito de todo o potencial do seu cérebro com o mínimo de esforço.

Passo #1: Comece com um elemento central

Lembra do conceito de Pensamento Radiante que diz que o seu cérebro pensa em várias direções?

Pois então… Esse é o motivo dos mapas mentais se iniciarem com um elemento no centro da folha (de preferência, sem pauta e na horizontal).

Nesse caso, você fica livre para expandi-lo em qualquer direção.

Pode ser feito o uso de uma palavra como elemento central, mas, é bom que seja dada uma preferência para imagens ou desenhos porque, simplesmente, eles “valem mais que mil palavras“.

Eu, na maioria das vezes, uso os dois (uma imagem e um título).

Passo #2: Crie ramos e expanda infinitamente

Começando do elemento central, puxe ramos para suas ideias principais sobre o assunto. Caso precise de uma ordem utilize o sentido horário para isso.

A partir daí, não existem limites para a quantidade de ramos que você pode criar. Vá até onde sua criatividade lhe permitir e/ou achar necessário.

Para deixa-los atrativos para o cérebro você pode começar criando ramos mais grossos e ir diminuindo a espessura do traço a medida que vai chegando nas pontas.

Nos mapas que faço a mão, geralmente, só dou um destaque para os traços referentes aos ramos do primeiro nível.

Passo #3: Uma palavra-chave por ramo

Utilizar somente uma palavra-chave por linha vai te dar mais liberdade na criação do seu mapa mental.

As palavra-chave vão ajudar com que seu cérebro consiga, mais facilmente, criar novas associações.

Dessa forma você ganha em flexibilidade sem perder em quantidade de informações que consegue colocar no papel.

Ainda tem a questão do espaço que você irá economizar para expandir seu mapa mental e deixa-lo mais organizado possível. Para uma economia ainda maior de espaço é aconselhável que você crie seus ramos com o mesmo tamanho da palavra.

Claro que vai ser difícil usar somente uma palavra sempre. Na verdade, quando falamos palavra-chave devemos pensar em um termo-chave.

Talvez tenha algum nome que precise memoriza-lo exatamente como ele é. Para isso você pode escreve-lo por inteiro ou torna-lo um acrônimo e anotar no verso (ou canto da folha) o significado desse acrônimo.

Passo #4: Use e abuse de imagens ou desenhos

Seu cérebro agradece! É muito mais fácil para ele se lembrar de uma imagem do que de uma palavra.

Ainda mais quando a imagem (ou desenho) tem um tom pessoal que te conecta a informação. Seria uma espécie de turbo para sua memória.

Não é atoa que a frase:

Uma imagem vale mais que mil palavras.

… É tão famosa.

Passo #5: Deixe seu mapa colorido

As cores tem função parecida com as imagens. Elas irão deixar seu mapa mental mais divertido e interessante para o cérebro.

O legal com as cores é que você pode dar um significado para elas dentro do seu mapa mental. Essa é uma maneira de incluir mais informação no mapa sem ter que utilizar mais espaço.

Muito bom, não é mesmo?

EXEMPLO: UM MAPA MENTAL SOBRE MAPAS MENTAIS

Veja o mapa mental abaixo:

Mapa mental sobre mapas mentais

… Ele seguiu todos os passos que coloquei para você anteriormente.

Basta que você siga esses mesmos passos para criar mapas mentais perfeitos.

Para complementar veja só como fica a estrutura base para um mapa mental:

Estrutura de um mapa mental

#3 MITOS QUE PODEM TE ATRAPALHAR A APRENDER MELHOR

Depois de disponibilizar um artigo desse tamanho aqui para você, então, acho que vai acreditar em mim quando eu te disser que quero lhe ajudar a aprender mais rápido do que aprende hoje.

Por isso quero que utilize os mapas mentais da melhor forma possível. Então vou incluir algumas crenças e mitos que podem te impedir de aprender melhor ou lhe atrapalhar a utilizar todo o potencial dos mapas mentais.

Mito #1: Não sei desenhar

Os desenhos são elementos super importantes no mapa mental.

E claro que saber desenhar bem vai ajudar você com os mapas mentais, mas…

O bacana é que, para o seu cérebro, não tem a necessidade de que eles sejam perfeitos. Basta que VOCÊ entenda os que eles significam e que eles te conectem a informação.

Na hora de desenhar uma pessoa, por exemplo, pode fazer o bonequinho de palitinhos mesmo. Não tem a necessidade de muitos caprichos.

Mito #2: Não dá para utilizar Mapas Mentais para aprender o que eu quero

Já conversamos isso quando falamos sobre onde utilizar mapas mentais, mas, quero reforçar:

Você pode utilizar mapas, com a mesma eficiência, para qualquer coisa que esteja estudando.

Está com dúvida ainda? Então deixe um comentário que tentarei ajudar.

Mito #3: Encontrar palavras-chave é difícil

Existe sim uma dificuldade em se encontrar as palavras chave, mas, vai por mim… Você consegue.

O maior problema que acho (e que aconteceu comigo) é o medo de deixar somente uma palavra por ramo e não conseguir lembrar depois o que ela significa.

Se você não esta confiante na palavra que escolheu, então, tente encontrar outra melhor, fazer um desenho para ajudar ou, simplesmente, faça o desenho no lugar da palavra.

Ainda tem o fato de que essa busca pela palavra chave vai te ajudar a se manter focado nos estudos e isso te faz aprender melhor.

SOFTWARES PARA MAPAS MENTAIS

É altamente aconselhavél que você faça os mapas mentais, que utilizar para aprender, a mão.

Isso porque todo o processo de criação do mapa mental vai ajudar você assimilar melhor o conteúdo.

Só que existem alguns casos onde a construção com auxilio do software vai ser mais interessante como, por exemplo, ao fazer mapas para planejamento ou em grupo.

O software vai te dar mais liberdade para se organizar. É simples alterar ramos de um lugar para outro, vários recursos para deixar seu mapa esteticamente mais bonito (para um apresentação, por exemplo) e por ai vai.

Caso precise fazer mapas em grupo, então, tem o recurso de colaboração. Você vai conseguir compartilhar seu mapa para que outras pessoas o vejam e até alterem ele.

Vou deixar aqui 4 sugestões de software para você construir seus mapas:

  • GoConqr; (tem mapas mentais e outras funcionalidades. Essa é, na verdade, uma plataforma online de estudos. E o melhor: é totalmente gratuita.)
  • xMind (para desktop e, apesar de ter versão paga, a versão gratuita já atende perfeitamente);
  • Coggle (esse é para web e, como o xMind, a versão gratuita atende muito bem);
  • MindMeister (apesar de bom, a versão gratuita te limita quanto ao número de mapas que você pode criar, somente 3);
  • iMindMap (você tem somente 1 mês para degustar, mas dentre todos, para mapas mentais esse é o melhor);

Se você já faz o uso de algum software que gosta, então, vai ser bacana se deixar sua recomendação aqui nos comentários para que todos vejam.

ATIVANDO TODO O PODER CRIATIVO DO SEU CÉREBRO

Você se considera uma pessoa criativa?

Se você acha que não, então, tenho uma boa notícia para você: a criatividade pode ser aprendida!

Didaticamente falando, nosso cérebro tem dois lados: o esquerdo (racional e lógico) e o direito (criativo).

O que acontece é que, ao longo da vida, focamos muito mais em desenvolver o esquerdo do que o direito.

Óbvio que o lado esquerdo (lógico) é super importante, mas…

Se você ignora o lado direito (criativo), então, você tem 50% de cérebro inútil!

Infelizmente, dicas sobre criatividade, não é o foco desse artigo aqui, mas, com certeza, será assunto para artigos futuros.

Por ora, quero mostrar como os mapas mentais podem lhe ajudar com isso.

Caso você tenha ai uma ideia que não esteja muito clara, mas, que tem vontade de desenvolve-la como, por exemplo, escrever seu próprio e-book (para quem sabe, vende-lo futuramente)… Você pode fazer o seguinte:

Coloque no centro do papel (ou software) um desenho que represente o assunto que gostaria de escrever. Depois crie ramos principais que seriam os capítulos do seu e-book.

Agora use o Pensamento Radiante para ir expandindo os ramos sobre o conteúdo que será incluído em cada capítulo.

DICA BÔNUS! CRIANDO SEUS PRIMEIROS DESENHOS

Você não precisa ser um artista para criar seus mapas mentais e ponto!

Agora… Existem algumas dicas que vão te ajudar a desenhar melhor e com isso sua mente terá mais liberdade.

Uma, em especial que vou lhe passar aqui foi a que aprendi com o Ivan Querino (referência na arte de desenhar). Ele tem um curso que ensina como desenhar do zero.

Vou mostrar para você somente o que acho que trará mais resultados (com o mínimo de esforço) para quem usa mapas mentais, blz? Caso você se interesse por um método que te ensine a desenhar como um artista (literalmente), então, dar uma olhada nesse curso do Ivan Querino.

É importante que você entenda uma coisa sobre desenhos (e mapas mentais também): para ficar bom neles é necessário treino.

Entendido isso, vamos para o essencial:

Identifique As Formas

O que eu acho que vai trazer mais resultados para você que deseja criar seus mapas mentais é saber identificar as formas geométricas das figuras.

Veja nesse meu exemplo:

Identificando as formas e desenhando o olaf

Peguei uma gravura do Olaf (escolhi esse personagem porque minha filha gosta muito do filme Frozen) na internet e marquei as figuras geométricas que identifiquei nele (lembrando que eu NÃO sou desenhista).

Sem ideia de desenho para incluir no seu Mapa Mental?

Tem horas que não vem coisa alguma na cabeça não é mesmo?

Nas horas em que estiver sem inspiração até mesmo para encontrar o que desenhar no seu mapa, faça o seguinte:

Vá até o google imagens e coloque a palavra-chave para qual deseja fazer o desenho.

Obviamente, serão apresentadas várias imagens para você.

Agora basta que você escolha uma delas, identifique suas formas geométricas básicas e comece a desenhar.

Não é tão difícil assim 🙂

CONCLUSÃO

Primeiro quero parabenizar você por ter chegado até aqui nesse artigo. Ele é bem grande e são poucas pessoas que fazem esse investimento de tempo.

Aprendemos aqui um pouco sobre como nosso cérebro funciona. Esse conhecimento é interessante para quem deseja utilizar os mapas mentais e também para quem ainda não utiliza.

Isso porque conhecer o cérebro te da a chance de começar a criar seu próprio método eficiente de estudos.

Vimos como criar os mapas mentais em 5 passos.

Espero que eu tenha convencido você sobre a importância das cores e, principalmente, das imagens em um mapa mental.

Quanto mais organizado for seu mapa mental, melhor, mas não fique se preocupando muito com enfeites. Lembre-se: você não precisa sair mostrando seus mapas para outras pessoas. Eles devem servir a você!

Com o tempo também você vai desenvolvendo o seu próprio estilo de mapa mental. Vai ter seu estilo de escrever, de desenhar, de colorir, ramificar, etc.. Cada um de nós é único e transferir essa unicidade para o seu mapa lhe ajudará a se lembrar dele.

Dei uma dica bem valiosa para que você comece a aumentar sua capacidade de desenhar nos mapas mentais.

Passei muita coisa para você nesse artigo. Ele é tudo o que você precisa para melhorar sua produtividade com mapas mentais e, daqui para frente, quanto mais mapas você fizer, mais ágil ficara na criação de bons mapas mentais.

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Te vejo por lá…

Um abraço e até uma próxima!

Fontes